sexta-feira, 26 de novembro de 2010

HOMENAGEM AOS NEGROS CHARQUEADENSES


Terça-feira, dia 22 de novembro de 2010 a Câmara Municipal de Vereadores de Charqueadas realizou sessão Solene pela passagem do Dia da Consciência Negra ocorrido no sábado, 20 de Novembro.
Diversas pessoas da sociedade charqueadense foram homenageadas na ocasião por sua trajetória e relevantes serviços prestados a comunidade.
Na ocasião cada Vereador indicou o nome de duas pessoas a serem homenageadas e a Vereadora Patrícia Ferreira então, indicou o nome da Professora Gabriela Oliveira de Souza e Pastor Marco Antonio Santos da 2ª IEQ de Charqueadas.
Confira o currículo e as fotos da sessão e dos homenageados:

Marco Antonio Pereira Santos. Nasceu em Charqueadas, no dia 23 de agosto de 1964.

Filho de João Guilherme dos Santos e Maria Elaine Pereira, desde cedo já conheceu o trabalho, quando em torno de 4 a 5 anos de idade perdeu o pai. Numa família de 12 filhos, não foi fácil para mãe prover sozinha o sustento , por esse motivo com 07 anos teve que começar a trabalhar em um sítio de propriedade de uma família muito influente da cidade de Charqueadas.
Assim foi até completar seus 14 anos e iniciar de carteira assinada na Prefeitura Municipal de Charqueadas e após, em outras empresas, sempre tendo muitas dificuldades e tribulações em sua juventude.

Em 1996 Marco Antonio passa por uma experiência radical e sobrenatural, ao entrar em uma igreja evangélica ele gritou para Deus: - Se o Senhor existe realmente entra no meu coração e muda a minha vida.
E Deus respondeu mudando radicalmente a sua vida. Então começou a se dedicar ao evangelho, estudando e trabalhando na obra de Deus, levando dessa forma muitas pessoas: jovens, casais, famílias a uma experiência com Deus. Percebeu então que este é o seu chamado , pregar o evangelho. Fez então o curso de teologia e tornou-se pastor do Evangelho Quadrangular (Ministro do evangelho).

Casado com a Pastora Belmira de Fátima Figueira Santos, funcionária pública com quem tem dois filhos: Silvia e Mateus.

Desde 15 de fevereiro de 1992 atua a frente como Pastor titular da 2ª Igreja do Evangelho Quadrangular de Charqueadas.
E assim essa família vai seguindo seu caminho, cantando,pregando e amando o ser humano. Realiza um importante trabalho comunitário nos bairros São Miguel, Limeira, Parque Manoel João e Cruz de Malta. Em parceria com a Escola São Miguel, já auxiliou na realização d e diversos eventos, em prol da comunidade escolar.
Marco Antonio tem como lema de vida:
“ Plantando a semente hoje, colhendo frutos amanhã”.


Gabriela de Oliveira Souza, nasceu no dia 09 de junho de 1944, filha de Pedro Oliveira Filho e Maria Luiza Franco Oliveira, casada com Nilton Souza Oliveira e mãe de seis filhos, Pedro Alex, Nilton Júnior, Maria Graziela, Márcia, José Roberto e Luiza Gabriela, e avó do Pedro Gabriel, da Helena, da Eduarda e do Sandro.


CURRÍCULO DA PROFESSORA GABRIELA SOUZA

Desde menina Gabriela tinha um sonho: ser professora. Sempre alegre e brincalhona adorava cantar e tocar gaita no coro da igreja. Mas, o que ela queria mesmo era ser professora. A vontade era tanta que desde pequena brincava de dar aulas com as crianças da vizinhança. Naquela época a menina era educada para tomar conta da casa. Estudar era um luxo. Mas ela superou as dificuldades e seguiu em frente. Foi no ginásio que surgiu a oportunidade de lecionar. E lá foi ela em busca de seu sonho.
Em outubro de 1961, fora designada para lecionar na Escola Municipal Corina Ferreira, distrito do Município de São Jerônimo, para uma turma de 1ª a 5ª séries do ensino fundamental. Naquela época era comum, em função da falta de professores, escolherem alunos do ginasial que se destacavam, para lecionar nos vilarejos da região. A partir daí a menina franzina e falante, a quem os alunos chamavam carinhosamente de “Professora Bielinha”, não parou mais. Ser professora era realmente sua vocação. Em março de 1962, foi novamente designada para lecionar, dessa vez na Escola Municipal Sagrada Família, no Passo dos Carros, distrito de São Jerônimo.
Decidida a seguir a carreira de professora começou a dar aulas particulares. A turma aos poucos foi crescendo e o espaço ficou pequeno. Foi aí que a diretoria da Sociedade Ouro Preto, em Butiá, cedeu um espaço em sua sede, para que pudesse dar as aulas de segunda à sexta-feira. O número de alunos aumentou muito e foi necessário chamar reforços. Convidou a amiga Sirlei Silva para dividir as aulas. O município de Butiá havia recém se emancipado, a estrutura de ensino ainda não estava organizada, foi então, que o Prefeito Ruy Saraiva, vendo o empenho das duas professoras, inaugurou a Escola Municipal Dr. Roberto Cardoso, no início eram apenas quatro salas de aula, mas que representaram muito para aquela comunidade e para aquelas professoras.
Na E.M. Dr. Roberto Cardoso trabalhou como professora alfabetizadora de 1964 a 1965, no ano seguinte assumiu como diretora ficando no cargo até 1968. Voltou a alfabetizar ficando até 1970 e, novamente, foi eleita diretora, cargo em que ficou até o dia 27 de julho 1979, quando mudou para Charqueadas, para acompanhar o marido.
Ansiosa para retornar a sala de aula, lugar de onde nunca havia se afastado desde que começou a lecionar, ficava encantada admirando uma escola recém construída, a E.E. de 1º e 2º Graus Assis Chateaubriand, na Vila AFP, onde morava. Em setembro de 1979, finalmente conseguiu a transferência para São Jerônimo e a cedência para escola. Lá estava a professora Gabriela de volta a sala de aula, lecionando para a primeira série do ensino fundamental.
Charqueadas se emancipou e o secretário de educação do Município, Reny Cruz, a convidou para ser diretora da Escola Municipal Otávio Reis, na Vila Otilia. Lá teve a oportunidade de montar uma biblioteca, criar o Círculo de Pais e Mestres além da reforma e ampliação da escola.
De 1985 a 1987 atuou como supervisora de ensino das classes iniciais, da Secretaria Municipal de Educação de Charqueadas. Em 1987 foi designada para a Escola Municipal Arthur Dornelles, em Charqueadas, como alfabetizadora.
Por apelo dos pais, voltou para lecionar na Vila AFP em dois turnos, dessa vez na E.E. Piratini. Mas, em 1996, novamente atendendo ao pedido dos pais, foi para a Creche Santo Antônio, na vila Santo Antonio, em Charqueadas. Na creche fez estréia como professora do berçário.
Mas o sonho ainda não estava completo, faltava ainda uma coisa: lecionar no Centro de Educação Infantil Mônica. No ano de 2000 veio convite que fechou com chave de ouro a sua trajetória de professora. Em 2003, sentindo que sua missão estava cumprida, decidiu se aposentar e apostar em outras carreiras: a de avó coruja e artesã.












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